Berlin Fashion Week e a Expansão da Moda Alemã – por Mirela Lacerda

julho 21, 2010 by Mirela Lacerda  
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Quando se fala em moda alemã, a gente logo pensa no kaiser Karl Lagerfeld, em Claudia Schiffer e Heidi Klum. Porém no quesito grifes de moda, é difícil ir além de Jil Sander, Hugo Boss e Escada. A verdade é que um dos países mais poderosos do mundo não tem tradição em exportar moda e manteve-se por muito tempo abastecendo apenas o mercado interno e alguns outros europeus.

Por outro lado, o potencial criativo e de produção do “made in Germany” é grande e a Berlin Fashion Week tem sido a melhor vitrine disso, sem contar a tradicional feira Bread & Butter, especializada em jeans e streetwear, uma referência mundial.

Entre os dias 07 e 11 de julho, a semana de moda berlinense agitou a capital, abrindo a temporada de lançamentos para a primavera/verão 2011 feminina. Entre os desfiles de marcas consagradas como Boss Black (uma das linhas da Hugo Boss), Laurèl e Rena Lange, somados aos talentos em ascensão como Dawid Tomaszewski, Perret Schaad, finalista do concurso “How to Start your own Fashion Business”, e Starstyling, a cara do streetwear alemão, o evento mostra o poder de atração mundial. Como a organização é feita pela mesma equipe da New York Fashion Week, com patrocínio da Mercedes-Benz (o nome oficial é Mercedes-Benz Berlin Fashion Week), não é difícil montar um desfile especial da Calvin Klein e atrair celebridades como Jessica Alba e Ewan McGregor, na primeira fila da Boss Black.

Em termos de tendências, a semana alemã reforçou o desejo por feminilidade e leveza que já vem aparecendo nas últimas temporadas. Looks fluidos, de tecidos transparentes, tons pastel e nudes foram onipresentes em praticamente todas as coleções. Não há nada super conceitual pois o objetivo maior é mostrar o caráter comercial e expandir a presença das marcas para além das fronteiras do país.

Quem quiser pesquisar moda na Europa fora do eixo Londres-Paris, encontra em Berlim uma ótima opção. A Bread & Butter acontece simultaneamente à BFW e algumas lojas e marcas merecem a sua visita. Anote: Wunderkind, Mechail MichalskyTalkingMeansTrouble, cneeon e Kaviar Gouche.

Agradecimentos ao Centro de Turismo Alemão, que colaborou com algumas informações para esta matéria: www.visitealemanha.com

Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

Orlando Bloom É o Novo Rosto da Hugo Boss

julho 14, 2010 by Helena Kwamme  
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Esse é um bom ano para Orlando Bloom. O gatíssimo Will Turner da série de filmes Piratas do Caribe acaba de ficar noivo da modelo Miranda Kerr e vira estrela da campanha de perfume da Hugo Boss. Enquanto Sienna Miller continua à frente da fragrância feminina de Boss Orange Woman, Orlando Bloom emprestará seu lindo rosto e seu carisma para a linha masculina do perfume que será lançada em 2011. O ator diz ter sido escolhido por ser “espontâneo, entusiasmado, caloroso e genuíno”, devem ter sido essas características que encantaram Kerr.

Lilica Ripilica Participa de Feira Italiana

junho 21, 2010 by Leticia Keiper  
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Nos dias 24, 25 e 26 de junho, a marca infantil Lilica Ripilica, participa da 71ª edição da Pitti Bimbo. A feira, que é referência no segmento infantil, acontece na Fortezza da Basso, em Florença, na Itália. Além da Lilica Ripilica, algumas marcas internacionais como Simonetta, Cavalli Angesl&Devils, John Galliano Kids, Bluemarine, Laura Biagiotti Dolls, Patrizia Pepe, Moschino, Hugo Boss e Barbie, apresentarão suas coleções.

As peças expostas no evento são parte da coleção primavera/verão 2010-11, que estará nas lojas do Brasil a partir de setembro, com as linhas: baby, infantil, calçados, jeanswear, cool collection, atelier e coleção Special Edition Milão.

Mudanças Hugo Boss e na Bally

outubro 1, 2009 by Mirela Lacerda  
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Graeme Black é o novo consultor criativo da Hugo Boss. O designer, que já tem sua própria linha e foi estilista da Salvatore Ferragamo, vai assumir o estilo da linha feminina Boss Black. Apesar de já estar consultando para a empresa desde o início do ano, sua primeira coleção oficial será a de outono 2010/11.

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Enquanto isso, rumores dão conta que Brian Atwood deixará seu posto na suíça Bally. A marca especializada em acessórios também produz uma linha de prêt-à-porter. Ainda não há nomes para substituí-lo.

Outlet à Brasileira

agosto 14, 2009 by Ana Severo  
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Há pouco mais de dois meses, o Brasil ganhou seu primeiro outlet de verdade, nos moldes dos grandes americanos e europeus. Ou quase… Procurei no Google uma definição e gostei desta: “outlet é a denominação para o novo ramo de vendas a varejo, no qual os produtores e industriais vendem seus produtos diretamente ao público. As lojas são abertas tais como num shopping e localizam-se nas saídas das grandes cidades ou regiões metropolitanas, daí o nome outlet (do inglês, saída ou passagem). A redução dos custos com propaganda, manutenção, e mesmo os lucros das redes varejistas, possibilita a venda de marcas comerciais famosas e até de grifes de luxo, a preços mais acessíveis”.

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Então, vamos lá. Tradicionalmente, outlets eram lojas fisicamente ligadas às fábricas ou armazéns para facilitar a venda a varejo. Com o tempo, o conceito evoluiu para o que temos hoje: diversas lojas de diversas marcas agrupadas numa estrutura semelhante à de um shopping, mas fora dos grandes centros urbanos, o que minimiza os custos e leva os produtos a terem preços mais acessíveis.

Outlet Premium, no interior de São Paulo
Outlet Premium, no interior de São Paulo

Ok, eu sei que você já entendeu. A questão é que eu fiquei bastante confusa quando fui visitar a nossa versão da coisa. Primeiro, chegar lá não foi tão fácil como parecia. Antes de sair de casa, olhei o mapa no site, marquei a altura em quilômetros em que ele estaria e parti rumo à Rodovia dos Bandeirantes. Perto do km72, comecei a ver grandes outdoors indicando estar próxima, mas nenhuma placa de “pegue a saída tal” ou “faça o retorno”. Um pouco mais de indicações não fariam mal algum.

La Valée Village, próximo à Paris
La Valée Village, próximo à Paris

Depois, quando cheguei, as dúvidas começaram a se instaurar de verdade. Tudo bem que o lugar ainda não está com todas as lojas funcionando, afinal foi aberto há pouco. Só que há alguns problemas que precisam ser resolvidos rapidamente. A praça de alimentação, por exemplo, nem deveria ter este nome ainda. Há apenas cinco opções e nem todas aceitam cartão de débito. Já, por falar em formas de pagamento, as lojas aceitam apenas cartões de débito ou crédito. É isso mesmo que você entendeu – nada de cheques nem (pasmem!) dinheiro. Quanto aos parcelamentos, apenas acima de grandes quantias.

Outlet Woodbury, próximo à Nova York
Outlet Woodbury, próximo à Nova York

E sobre as lojas em si, as marcas foram bem escolhidas e ainda espero ver outros grandes nomes por lá. Assim como nos outlets internacionais, a grande vantagem fica por conta de que marcas caríssimas – os descontos na Hugo Boss, na Giorgio Armani ou Ermenegildo Zegna valem a pena, embora continuem caros para os bolsos normais. As lojas de moda masculina também estão de parabéns – costumes a preços acessíveis e se você decidir levar mais de um, os preços caem, o que é uma super vantagem quando se compra em mais de uma pessoa, por exemplo.

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O que me deixou incomodada foi o fato de que as peças não pertencem necessariamente às coleções anteriores, como lá fora. Algumas peças são atuais e isso quer dizer que custam praticamente a mesma coisa que nas lojas fora de lá. O que, a meu entender, é um contra-senso! Afinal, outlets são feitos para terem preços baixos, o que é conseguido, entre outras coisas, com a venda de itens de coleções passadas. Os descontos deveriam estar entre 40% e 80%, “sempre” – como prega a propaganda do lugar – e não começar (e às vezes parar por aí mesmo) em míseros 10%, como verifiquei em muitas lojas. Sem contar que ou a roupa é super legal e com esse “descontão”, ou é aquela bem nada a ver e nem assim tem um bom preço. Há algumas (poucas) exceções, claro. No geral, minha melhor surpresa foi a Spïcy, loja de eletrodomésticos e utensílios domésticos de luxo cujos descontos estavam convidativos, e a Expand, com excelentes rótulos de vinhos a preços pra lá de camaradas.

Espero, realmente, que o tempo mostre aos lojistas o erro conceitual que estão cometendo e que nós possamos, sim, ter um outlet bacana como os que encontramos lá fora.

Premium Outlet
Local: Rodovia dos Bandeirantes, km 72, Itupeva / SP
Informações e reservas: Tel.: (11) 3361-2131

Inaugurada Ammirati, Nova Concept Store em Ribeirão Preto

março 27, 2009 by Ana Severo  
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A empresária Rosana Macchione Magdalena abriu, nesta última quarta, as portas de sua multimarcas – a Ammirati – em Ribeirão Preto. E, ao que parece, não vai demorar muito para que a loja se torne referência em moda. Seu nome italiano sugere algo digno de ser admirado, algo que surpreende. E é exatamente esta a proposta da concept store, que ocupa mais de 1600 m², em um dos pontos mais nobres de Ribeirão. Ela representa as mais importantes marcas nacionais e internacionais, e oferece o que há de melhor de cada uma.

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A parte feminina é composta por marcas com foco nos complementos, acessórios e tags de vestuário – jeanswear, underwear e fitness – como Anne Fontaine, Seven, RK, Andrea Marques, Maria Bonita Extra e Tufi Duek. Na parte de acessórios e complementos – que incluem bolsas, calçados, carteiras, jóias, perfumes e cosméticos – a loja conta com as criações de Marc Jacobs, Marc by Marc, Stella McCartney, Lanvin, Juicy Couture, Mulberry, Anya Hindmarch, Adidas by Stella McCartney, Puma The Black Label, Elisa Atheniense, Cosmopolita, Pollignanno Al’Mare, Paula Ferber, Raouda Assaf, Sarah Chofakian e Serpui Marie.

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Já no universo masculino, Fred Perry, Seven e CK Underwear foram as grifes escolhidas. Os acessórios Premium Puma The Black Label e as linhas completas de Ermenegildo Zegna, Hugo Boss e Gola completam a oferta. Outra novidade é o espaço destinado à linha eyewear, que oferece as marcas mais badaladas do mundo, tais como Carrera, Dior, Gucci, Balenciaga, Boss, Valentino e Yves Saint Laurent. Além dos espaços destinados ao vestuário masculino e feminino e aos acessórios, a loja tem ainda uma área dedicada à casa, com coleção da Trousseau, e uma ala infantil, com produtos da Primo Bambino.

Tudo isso dentro de um espaço arrojado e aconchegante, em que é possível relaxar e se divertir, ao som de uma música agradável, um delicioso café e uma boa leitura – detalhes cuidadosamente pensados para atender um público bem informado e super exigente. “Conhecemos nossa clientela e possuímos um atendimento ultra personalizado. Muitas vezes fazemos pedidos especiais e, além disso, também trabalhamos com delivery, serviço de manobrista, costura e ajustes, além de oferecer um lounge com cafés e mimos diversos para quem vem até a loja”, finaliza Rosana.

AMMIRATI
Rua João Penteado, 1.016 – Jardim Sumaré, Ribeirão Preto/SP; Tel.: (16) 3636-4232.
www.ammiratirp.com.br

Bastidores da Campanha de Inverno da Animale

fevereiro 12, 2009 by admin  
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Vazou na rede imagens dos bastidores da campanha de inverno 2009 da Animale, que deve começar a circular nas revistas em março. Pela oitava vez consecutiva, Raquel Zimmermann é a estrela do anúncio da marca de Claudia Jatahy. As fotos foram realizadas em estúdio, dois dias após o desfile da grife, no São Paulo Fashion Week, em janeiro passado. O responsável pelos cliques é Henrique Gendre, a direção criativa é da agência Mint e Luis Fiod assina o styling.

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Em tempo, Raquel é a estrela das campanhas dos estilistas Marc Jacobs e Oscar de la Renta e ainda aparece no material publicitário das marcas Hugo Boss e Forever Mark.

Semana de Moda Masculina de Paris

fevereiro 2, 2009 by admin  
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E com o fim da semana de moda masculina em Paris, já dá para saber que alguns princípios explorados na semana de Milão acabaram se repetindo, o que sugere a antecipação de alguns fundamentos para esta temporada. Primeiro: sobriedade é a palavra da vez. O que se viu para a estação foram looks de tons escuros e de um ar quase agressivo. Segundo: existe um movimento de resgate dos clássicos e básicos que aparecem aos montes, principalmente na alfaiataria. Talvez uma maneira que as marcas encontraram de “fidelizar” ainda mais seus clientes em momento de crise. A lógica pode ter sido: se não dá pra gastar muito, prefira os clássicos eternos. Confira, abaixo, os destaques da temporada:

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 Paul Smith – Outra ótima coleção no estilo “geek chic”, só que agora com um olhar na Índia e sua cultura de colônia. Uma coleção que fez bom uso do tweed, xadrez, sintéticos e tecidos reciclados, dando novo olhar a velhos temas. O outerwear surge com um sabor 70´s rock, que dá gosto, já que estamos diante de um nome que se expande nessa temporada.

 

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 Dries Van Noten – os fundamentos da vez ficam evidentes na coleção do estilista belga, onde pequenos detalhes alteram a modelagem e proporção da alfaiataria. Calças mais folgadas, com uma simples pregas, terno com apenas um ou dois botões, só que mais deslocados para dentro são algumas das propostas da marca, que fez um desfile nem um pouco maximalista, como convém ao histórico da grife.

 

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 Lanvin – Lucas Ossendrijver também explorou muito bem a alfaiataria, sempre atento aos detalhes. O estilista consegue atingir uma certa suavidade em looks bem confortáveis, de silhueta solta em tecidos desestruturados e leves. A calça chega mais volumosa, com blazer mais ajustado.

 

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 Kirs Van Assche – O estilista propõe uma alfaiataria bem confortável, claramente inspirada no sportswear. Destaque na boa proporção da camisa ou blusa mais longa e leve sobre o blazer mais estruturado, ou então substituindo o abotoamento deste por uma fivela e as golas de camisas por golas volumosas ajustáveis, tipo em parkas.

 

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 Hermès – Sendo uma das marcas top francesas quando o assunto é luxo, nesta temporada a grife uma coleção moderna e sofisticada, com peças em verde oliva, pretos (sempre eles) e cinzas que cairão como uma luva no consumidor Hermès. Alguns lampejos de amarelo forte e vermelho, no entanto, sugerem um leve perfume street, sem comprometer a elegância do homem da marca. Os casacos pretos e as peças de tricô resumem de maneira eficiente a cara da grife francesa: a de um homem sofisticado, pouco suscetível aos gritos de modernidade da indústria da moda.

 

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 Kenzo -  Nas mãos do novo diretor criativo Antonio Marras, o inverno da marca teve pegada russa, com destaque para os casacos Raglan com mangas. A coleção veio menos cheia de detalhes que tanto caracterizam o histórico da marca. Pelo contrário. A aposta parece ter sido em peças mais limpas, tornando-as mais fáceis para compradores e consumidores em potencial.

 

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 Louis Vuitton -  Sob a direção criativa de Paul Helbers, a coleção da grife de luxo prestou homenagem a um Caribe nostálgico, com uma rica cartela de azuis e tons achocolatados. O uso dos esportes urbanos no design das peças foi levado para essa estética clássica caribenha, enquanto que o retorno do clássico monograma da Louis Vuitton foi visto nas bolsas hexagonais. Apesar do caimento seguro e relaxado que a marca decidiu explorar nessa temporada, ela manteve-se fiel à imagem de moda luxuosa, com detalhes em pele e malas hiper clássicas.

 

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 Rick Owens – Peças de aspecto bem pesado como as botas em couro de cano alto, casacos pesados em lã ou couro, vinham combinados com peças mais delicadas em algodão bem fino ou numa lã mais leve, sempre desestruturada. Misturando tudo num bom jogo de sobreposições, Owens consegue dar um certo frescor e até mesmo emoção a um look fechado, sóbrio demais. Também aposta na alfaiataria, que se destaca pelos detalhes, ora mais sutis como uma modelagem mais seca ou desestruturada, um abotoamento um pouco deslocado, ora mais forte como nos paletós que parecer ser enrolados no corpo, as vezes combinados com saias – elas estão super aparecendo – ou peças mais volumosas em pele.

 

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 Raf Simons – O foco foi também na alfaiataria, aqui numa silhueta mais próxima ao corpo, bem seca, mas não tão skinny como antes. As formas são bem enrijecidas, dando estrutura as jaquetas, que ficam bem moldadas ao corpo. Destaque para as formas arredondadas nos ombros, em boleros de neoprene, e  na proposta de acinturar os paletós.

 

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 Comme des Garçon -. Dando o nome de Fashion Illusion a sua coleção, Rei Kawakubo aposta maciçamente nos efeitos de tromp l`oeil. Ternos de aparência bem sóbria ganham aplicações e recortes de tecidos em outras tonalidades a padronagens como xadrez, listra e onça. As saias plissadas, combinadas ou com blazers, colete e camisa também chamaram atenção.

 

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 Junya Watanabe – O tromp l`oeil também reinou absoluto, só que misturando elementos do universo da caça com sua alfaiataria. Os ternos vinham cheios de elementos de lã ou feltro típico de roupas de caças, recortes xadrezes, ou então sobrepostos a jaquetas de nylon em matelassê.

 

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 Hugo by Hugo Boss – O belga Bruno Prieters misturou um certo futurismo tecnológico do século XVI, com a cena e escolas artísticas da Alemanha nos anos 30. O resultado foi uma imagem consideravelmente forte, com ternos de corte extremamente preciso e geométrico e modelagem mais ajustada ao corpo. As calças skinny vinham com ternos de proporções reduzidas, tanto no comprimento como na modelagem em geral, acinturando levemente, com mangas mais estreitas, e lapelas bem fininhas, as vezes até sem a parte de cima.

 

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 Gareth Pugh – Dá continuidade a sua estética, com aquela profusão de formas extravagantes, muito vinil e clima bem underground. E ainda que sem mostrar nada de realmente novo, Pugh conseguiu provar que tem muito potencial também no masculino, apresentando boas versões de ternos e blazers, sempre numa silhueta mais justa, com aplicações de materiais sintéticos.