O Resort e o Futuro do Calendário da Moda – por Mirela Lacerda
setembro 1, 2010 by Mirela Lacerda
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Pergunte a uma grande editora ou comprador internacional sobre as coleções resort e você só vai ouvir elogios. Da parte da mídia, nada da maratona de desfiles, confusões para entrar nas salas e nem celebridades atrapalhando os shows. Já os varejistas reverenciam a coleção que fica o maior período nas prateleiras e é extremamente comercial, por isso muito mais fácil de vender.
Alexander McQueen e Balenciaga
Bottega Veneta e Céline
Christopher Kane e Dolce & Gabbana
Do ponto de vista do consumidor, é a chance de adquirir uma peça de grife sem estampas ou formas tão marcantes, fotografadas em vários editoriais e vestidas por celebridades, ou seja, é a oportunidade de usar grife sem ostentar, exatamente como os novos tempos pedem. Com tantas vantagens, será que o resort se tornará a terceira grande temporada de moda, depois do outono/inverno e da primavera/verão?
Donna Karan e Giorgio Armani
Gucci e Jason Wu
Lanvin e Louis Vuitton
Dificilmente. Primeiro porque este não é o desejo dos principais nomes da indústria da moda e segundo porque ainda existem alguns contratempos em relação ao calendário de lançamento (geralmente em junho para chegar às lojas entre outubro e novembro) e a real necessidade de organizar desfiles. A maioria dos profissionais concorda que só os espetáculos que Chanel e Dior criam já estão de bom tamanho, sem contar que várias marcas não tem como bancar um terceiro desfile anual.
Marc Jacobs e Matthew Williamson
Michael Kors e Nina Ricci
Oscar de la Renta e Prada
A grande vantagem do resort tem a ver com o calendário da moda, como já falei aqui. A estação que antes era feita apenas por marcas americanas e grandes grifes européias contendo biquínis e saídas de praia para as clientes que fugiam do frio usarem nas férias de fim de ano pelos trópicos, cresceu, apareceu e tornou-se a melhor maneira do varejo de luxo oferecer novidades constantes. Ah! O resort também funciona como ensaio de idéias para a primavera/verão de várias marcas. Preste atenção nos temas, formas e cores porque em algumas semanas eles podem ser tendências da próxima temporada de desfiles.
Roberto Cavalli e Roksanda Ilincic
Salvatore Ferragamo e Stella McCartney
Versace e Yves Saint Laurent
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Os Looks do Emmy 2010
agosto 30, 2010 by Mirela Lacerda
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Ontem à noite rolou no Nokia Theatre, em Los Angeles, o 62o Prêmio Emmy, o Oscar da TV americana. O calor não atrapalhou os looks das atrizes, que capricharam nos longos com caudas, a grande tendência da noite. Os tons pastel e o preto foram a preferência da maioria, porém alguns vestidos em cores vibrantes e vários bordados mostraram a ousadia de algumas celebridades. Confira nossa seleção:


Anna Paquin, de Alexander McQueen, e Christina Hendricks, de Zac Posen
Claire Danes, de Armani Privé, e Edie Falco, de Bottega Veneta
Elisabeth Moss, de Donna Karan, e Emily Deschanel, de Max Azria Atelier
Emily Blunt, de Dior, e Eva Longoria Parker, de Robert Rodriguez
Glenn Close, de Rubin Singer, e Heidi Klum, de Marchesa
Jane Krakowski, de Escada, e Jane Lynch, de Ali Rahimi
January Jones, de Atelier Versace e Julianna Margulies, de L’wren Scott
Kelly Osbourne, de Tony Ward, e Keri Russel, de Jean-Louis Scherrer vintage
Kim Kardashian, de Marchesa, e Kyra Sedgwick, de Monique Lhuillier
Lea Michele, de Oscar de la Renta, e Padma Lakshmi, de Carolina Herrera
Sofia Vergara, de Carolina Herrera, e Tina Fey, de Oscar de la Renta
Fashion’s Night Out Divulga Programação nos EUA
agosto 16, 2010 by Mirela Lacerda
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A noite para estimular o consumo de moda vai ter uma nova edição em menos de um mês. O Fashion’s Night Out, o evento que a Vogue criou junto com os varejistas e que promove várias ações simultâneas, vai acontecer em diferentes datas em cada cidade: 10/09 em Nova York e Los Angeles, na Índia e na Rússia; 09/09 em Sidney, Berlim, Lisboa, Milão e Madri; 11/09, na China, Japão e Taiwan; 08/09 em Londres e na Coréia do Sul; 07/09 em Paris, e 16/09 na Turquia e na Grécia. O Brasil ficou de fora este ano, provavelmente porque não estamos precisando estimular o consumo de nossos ávidos e endinheirados clientes…
A edição americana já está com a agenda repleta de eventos e os consumidores já podem comprar as camisetas oficiais, vendidas no site por cerca de US$ 20,00. Quem estiver em Manhattan no dia, bem no início da Fashion Week de primavera/verão 2011, vai ter a disposição mais de 1000 lojas participantes. Na Bergdorf Goodman, por exemplo, Tom Ford, Victoria Beckham, Mary J. Blige, Nicole Richie e Jason Wu estarão presentes nas seções de roupas, enquanto um concurso de maquiagem vai rolar entre os balcões de beleza, julgado por Bryanboy, Catherine Malandrino e Hamish Bowles (editor da Vogue). Na Saks Fifth Avenue já está agendada a presença de Donna Karan, Charlotte Ronson e Zac Posen, a Macy’s vai ter Oscar de la Renta e Jessica Simpson, e a Barneys vai ter disputa de karaokê entre os estilistas da Proenza Schouler, Lazaro e Jack, e as irmãs Olsen. As flagships da Giorgio Armani, Calvin Klein e Ralph Lauren também terão uma programação especial, que pode ser conferida no site oficial, no Twitter (@FNOnyc) e Facebook.
Donna Karan Homenageia Nova York em Campanha
julho 2, 2010 by Mirela Lacerda
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A campanha de outono/inverno 2010-11 da Donna Karan marca os 25 anos da grife e para isso nada melhor do que homenagear Nova York, a cidade que é a cara da etiqueta! Karlie Kloss e Anna J foram fotografadas por Patrick Demarchelier, à noite, no prédio da Met Life, com o “skyline” da Big Apple ao fundo. As fotos poderão ser vistas nas revistas de setembro.
Tendência: a Volta da Saia Longa
julho 1, 2010 by Mirela Lacerda
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Chloé e Yves Saint Laurent
Algumas mulheres adoram, outras odeiam. O fato é que a saia longa não é uma unanimidade no guarda-roupa, mas, sem dúvida, é muito confortável. Teorias já foram feitas sobre sua relação com a economia (quando ela vai bem, a mini aparece, quando vai mal, o comprimento desce), porém, o que conta mesmo pra gente é processo comercial da moda: depois de algumas temporadas mostrando as pernas, o desejo de cobri-las retorna e como uma reportagem do New York Times mostrou, em pleno verão nova-iorquino várias mulheres estão manifestando o mesmo desejo.
Topshop
Nas passarelas internacionais, a saia longa apareceu em desfiles como Donna Karan, Yves Saint Laurent, Dior e Chloé e a Topshop fez versões esportivas e super aderentes da peça. A economia pode não estar lá essas coisas, mas a saia longa é um bom investimento!
Tendência: anos 90
junho 25, 2010 by Mirela Lacerda
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Uma teoria sobre a moda diz que ela volta com força total depois de 20 anos. Então, se na década de 90 tivemos um forte revival da de 70, nos anos 2000 revivemos os 80 e agora estamos mergulhando novamente nos 90!
Minimalismo de Donna Karan e Helmut Lang nos 90
E as versões atuais, revistas por Céline e Stella McCartney
O minimalismo, estilo predominante do período, já esteve em várias passarelas nas últimas temporadas. As roupas limpas de detalhes, com foco no corte e em cores neutras traduziam bem a máxima “menos é mais”. Vale lembrar que ele surgiu não só como contraponto aos excessos dos anos 80 mas também como reação a uma época de pós-recessão do início da década, quando o look grunge veio à tona.
Kurt Cobain e o uniforme grunge
Uma das várias releituras que Marc Jacobs fez do grunge ao longo de sua carreira
Por falar em grunge, quem não se lembra da indumentária das bandas de rock de Seattle, principalmente o Nirvana? As camisas xadrez de flanela, t-shirts desbotadas, jeans detonados viraram ícones não só de fãs, mas da chamada geração X, perdida e decepcionada com o sistema, e viraram fonte de inspiração para um certo Marc Jacobs criar uma coleção para a Perry Ellis.
Clubbers
Outro estilo influente veio das raves. Geralmente chamado de clubber, o jeito de se vestir dos amantes da música eletrônica incluía uma mistura de preto com cores vibrantes, tecidos sintéticos, camisetas baby look, calças Adidas com listras laterais, sapatos plataforma de borracha ou tênis coloridos, muitos piercings e tatuagens.
O look que consagrou a Prada como uma das marcas mais influentes do planeta era uma releitura dos 60’s
A década também foi marcada pelas viagens no tempo, além dos anos 70. Revivals também das décadas de 50 e 60 foram intensas. Usamos vestido tubinho, sapatos boneca, calça boca de sino de cintura baixa e camisas de cetim com lapelas largas. Isso significa que nas próximas temporadas vamos fazer releituras das releituras. Confuso, não?
Beverly Hills, 90210: o original
Além da moda, quem não se lembra de seriados como “Barrados no Baile” e “Melrose Place”, das Spice Girls, Britney Spears ainda menina, boys bands (do New Kids on the Block a Backstreet Boys) e dos ícones de estilo da época, como Winona Ryder e Gwyneth Paltrow?
Winona Ryder, o rosto da década e Gwyneth Paltrow com o infame vestido Ralph Lauren na noite que ganhou o Oscar, em 99
Se você já está morrendo de saudade, duas dicas: a primeira é o “Almanaque dos anos 90”, livro que revisa uma década plugada (mesmo com a internet discada ainda!). A segunda, para quem mora no Rio, é a festa “Barrados no Baile”, que acontece mensalmente. Acesse o site, confira o calendário e entre no túnel do tempo!
As Campanhas de Outono 2010 das Grifes Internacionais
junho 17, 2010 by Mirela Lacerda
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Nesta época do ano, as campanhas de outono 2010 das grandes grifes já estão prontas e, como sempre, todo mundo quer saber quem são as modelos à frente de cada uma. Fizemos uma lista e, de cara, já mostramos Karlie Kloss para a Aquascutum, ao lado de Jacob Coupe e Tristan Knights. As fotos foram feitas por Willy Vanderperre e poderão ser vistas na L’Uomo Vogue de julho. Karlie está em outras campanhas, junto com veteranas sumidas há algum tempo. Confira:
Balenciaga: Stella Tennant, Freja Beha, Julia Step, Kirsi Pyrhonen, Karen Elson, Meghan Collison, Eliza Cummings e Mirte Maas. Ufa!
Calvin Klein: Lara Stone
Chanel: Freja Beha, Abbey Lee, Brad Kroenig
Chloé: Raquel Zimmermann
Christian Dior: Karlie Kloss
David Yurman: Arlenis Sosa
Derek Lam: Maryna Linchuk
Donna Karan: Anna Jagodzinska, Karlie Kloss
Dsquared2: Alla Kostromicheva, Chanel Iman e Iris Strubegger
Emporio Armani: Karmen Pedaru, Marlon Teixeira
Fendi: Anja Rubik
Gucci: Raquel Zimmermann
Jil Sander: Kasia Struss, Miranda Kerr
Karl Lagerfeld: Iris Strubegger, Baptiste Giabiconi
Kenzo: Lily Donaldson, Sasha Pivovarova
Lanvin: Mariacarla Boscono, Anja Rubik, Magdalena Frackowiak
Loewe: Adriana Lima, Alessandra Ambrosio
Louis Vuitton: Christy Turlington, Karen Elson, Natalia Vodianova
Marc by Marc Jacobs: Ruby Aldridge
Mulberry: Abbey Lee
Miu Miu: Siri Tollerød, Ginta Lapina, Daphne Groeneveld
Oscar de la Renta: Karlie Kloss
Prada: Angela Lindvall, Valerija Kelava, Daria Strokous, Sigrid Agren
Ralph Lauren: Bruna Tenorio, Tyson Ballou, Valentina Zelayeva
Roberto Cavalli: Gisele Bündchen
Vivienne Westwood: Tati Cotliar
YSL: Daria Werbowy
Os Melhores Looks do Met Ball
maio 4, 2010 by Mirela Lacerda
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No ano em que a mulher americana é o grande destaque, os longos voltam à cena e um clima minimalista paira no ar. Este foi o Met Ball com os melhores looks de todos os tempos, nada daquelas criações mega conceituais, nem vestidinhos coquetel, que podem ser usados em todos os lugares, menos lá, né? Só senti falta de alguém ter homenageado Alexander McQueen e ir com um vestido dele. Tudo bem que o foco é o estilo da americana, mas isto não impediu que vários looks fossem de estilistas europeus.
Dividimos nossa seleção pelas principais tendências da noite. Agora, conta pra gente quem você acha que arrasou e quem errou feio!
Brancos e Nudes
Jessica Biel, com Justin Timberlake, de Ralph Lauren e Tory Burch, com vestido de sua grife
Emma Watson de Burberry e Kirsten Dunst, de Rodarte para Gap
Jessica Alba, de Sophie Theallet para Gap, e Joy Briant, de Marchesa
Metálicos
Sarah Jessica Parker, de Halston Heritage, e Gwen Stefani, de L.A.M.B
Claire Danes, de Burberry, e Alessandra Ambrosio, de Versace
Demi Moore, de Lanvin; Anna Wintour, de Chanel Haute Couture e sua filha, Bee Shafer, de Balenciaga Edition
Tomara que caia 50s
Anne Hathaway, de Valentino e Camilla Belle, de Jason Wu, com o estilista
Jennifer Lopez, de Zuhair Murad, e Thandie Newton
Minimalistas
Zoe Saldana e Diane Kruger, de Calvin Klein (com Francisco Costa) e Iman, de Prada
Lily Donaldson, de Marc Jacobs e Diane Lane, de Michael Kors
Vibrantes
Rachel Weiz, de Oscar de la Renta, e Emmy Rossum, de Kenneth Cole
Karlie Kloss, de Donna Karan, e Rachel Zoe, de Marc Jacobs
Naomi Watts, de Lanvin, e Katy Perry de Curt Circuit (a roupa acendia!)
Caudas
Doutzen Kroes e Coco Rocha, de Zac Posen
Oprah Winfrey, de Oscar de la Renta, e Kristin Davis
Curtos
Carey Mulligan, de Miu Miu, e Charlotte Gainsbourg, de Balenciaga, com Nicolas Ghesquière
Emma Roberts, de Marni, e Bar Rafaeli, de Rag & Bone
Calças
Alexa Chung, de 3.1 Phillip Lim, e Tina Fey
Chanel Iman, de Michael Kors, e Lady Gaga, que fez o show da noite
5 Estratégias de Marketing para a Nova Década – Por Mirela Lacerda
maio 3, 2010 by Mirela Lacerda
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É impossível imaginar a sociedade de consumo sem a atuação do marketing e inviável vender qualquer tipo de produto, sobretudo na moda, sem desenvolver uma estratégia. Não há mais espaço para o marketing intuitivo e ele se tornou tão importante para uma empresa de moda quanto o corte da roupa. Chamar a atenção de um consumidor volátil, estressado e ultra estimulado não é simples e técnicas tradicionais não o envolvem mais. Como fidelidade à marca também é coisa do passado, o desafio só cresce. Então, se o consumidor é múltiplo, o marketing também precisa atuar em várias frentes. Reunimos aqui algumas estratégias fundamentais para quem está em busca de fortalecer sua marca no cenário contemporâneo:
Marketing sensorial: Estimular os sentidos, principalmente no ambiente de varejo, através de técnicas do marketing sensorial não é novidade. A iluminação certa, a música convidativa, a essência que traduz a identidade da marca, coleções com temas conectados e variações de produtos complementares são boas técnicas. A intenção é sempre a mesma: envolver e transportar o consumidor para que ele se sinta absorvido pelo universo da marca e convencido a comprar. Dentro destas ações vale também eventos especiais para o lançamento da coleção, oferecendo comidas, bebidas, presentes e indulgências para seduzir os consumidores. Segundo Katia Barros, estilista e sócia-fundadora da Farm, o investimento na experiência da cliente no ponto de venda é fundamental e levada super a sério pela empresa. Do cheiro da loja, à trilha, passando pela ambientação e exposição do produto, tudo tem a ver com a identidade da marca e se adequa ao conceito das coleções. O marketing sensorial é, na verdade, o branding atuando além do produto no ponto de venda e reforçando a identidade da marca.
Marketing social-virtual: A grande força do marketing atual e seu maior poder de alcance está na internet, o que ocasionou uma verdadeira revolução na relação marca-consumidor. As redes sociais expandem a comunicação e permitem um feedback imediato do consumidor. As marcas de luxo presentes no Twitter e no Facebook, que antes eram reticentes, perceberam como esta interação é importante e estabeleceram novos relacionamentos. No entanto, simplesmente abrir perfis nas redes é inútil. Dois bons exemplos são o Twitter da DKNY e o Facebook da Stella McCartney. No primeiro, foi criada uma personagem, a PR Girl, supostamente uma funcionária da empresa que dá dicas de bastidores sobre as coleções e produtos da Donna Karan e DKNY, responde às mensagens diretas e fala sobre suas atividades profissionais. O perfil tem mais de 85 mil seguidores (até 02/05/10!) e é extremamente ativo. Já Stella McCartney, que usa o Facebook e o Twitter simultaneamente para divulgar ações, eventos e a responsabilidade ambiental da marca, também interage com consumidores. A equipe de marketing responde às perguntas das clientes sobre onde encontrar peças. Com a constatação do sucesso dessas redes, o grupo Armani remodelou o site com links diretos para seus canais no Twitter, Facebook e YouTube.
O marketing online também é essencial para quem quer conquistar a geração Y, os jovens que já nasceram familiarizados com a internet, são exigentes e extremamente desconfiados. Sua força de consumo já ultrapassou a dos baby boomers e da geração X e vai crescer muito nos próximos anos, por isso conquistá-los é quase uma questão de sobrevivência. Entre as marcas de luxo que implementaram boas iniciativas está a Burberry. Ao mesmo tempo em que atinge a geração dos millennials, ela precisa reforçar sua herança e para isso criou um site interativo onde os internautas vêem, avaliam e postam fotos usando trenchcoats, o ícone da marca. As imagens da primeira campanha foram feitas por Scott Schuman, do The Sartorialist. Na campanha impressa, há duas temporadas o rosto da grife é a atriz Emma Watson, perfeita tradução da herança inglesa combinada ao novo público, fã dos filmes da série “Harry Potter” em que ela atua.
A transmissão de desfiles ao vivo, outra ferramenta recentemente explorada e que ganhou grande repercussão desde que Alexander McQueen transmitiu seu show na temporada de primavera 2010, é um artifício que a Burberry explorou e inovou. Transmissões em 3D para convidados ao redor do mundo foram organizadas para o desfile de outono 2010. Nesta mesma temporada, Marc Jacobs exibiu seu desfile no site e o CEO Robert Duffy twittou dias antes sobre a preparação, a Louis Vuitton exibiu pelo Facebook e a London Fashion Week transmitiu vários desfiles em seu site. Tudo ao vivo e assistido por milhares de clientes potenciais.
Marketing móvel: de acordo com uma matéria do WWD, o mercado de smart phones está crescendo rapidamente. Nos últimos 4 meses de 2009 o número de aparelhos vendidos cresceu 40% comparado a 2008. No ano todo foram 174.2 milhões de aparelhos enviados para as lojas. Com o sucesso dos apps para iPhone, os varejistas se vêem obrigados a criar programas que facilitem o acesso e, em muitos casos, a compra de produtos pelo celular. Empresas como Sears e Ralph Lauren desenvolveram aplicativos para diversas linhas e aparelhos, enquanto o site Net-a-Porter tem seu app para m-commerce no iPhone. Donna Karan, David Yurman, Diane von Furstenberg, Tommy Hilfiger, Chanel, D&G e Fendi são algumas das marcas que desenvolveram apps, nem todos já habilitados para o comércio, de olho no futuro. No Gilt Groupe, site que trabalha com promoções online em horários pré-determinados, a venda por telefone já responde por 5% do total durante a semana e 7% nos fins de semana.
Como as tendências apontam para um consumidor cada vez mais conectado e interessado em gadgets eletrônicos, ignorar este nicho de vendas pode significar prejuízo tanto para a imagem da marca quanto para o seu faturamento.
Marketing sustentável: ser uma marca ecológica depende do posicionamento da empresa. Mas ser uma marca sustentável será praticamente uma obrigação das empresas que queiram prosperar neste século. Isso significa implantar técnicas de produção de baixo impacto ambiental e também comunicar como os funcionários são tratados, como a matéria-prima é trabalhada e porque o seu produto vale o preço que está sendo cobrado. A inglesa Marks & Spencer é um exemplo de sustentabilidade com seu programa “Plan A”, criado há dois anos. A loja de departamentos desencoraja o uso de sacolas plásticas e o excesso de embalagens, recicla seus manequins e apóia uma empresa de lingerie no Sri Lanka a se tornar uma “eco-fábrica”. Campanhas de doações de roupa para a Oxfam são feitas regularmente e o consumidor que doa ganha um cupom de desconto na loja.
A Levi’s tem regras rígidas sobre uso de água e outras substâncias para tingir o jeans e apóia a ONG Better Cotton Initiative, que cuida das condições de trabalho dos operários do algodão, além de incentivar a doação de jeans antigos. Até a H&M, que recentemente foi pega num escândalo de descarte de roupas, agora divulga seu relatório de sustentabilidade, o “Style & Substance” listando medidas para diminuir o impacto de produção no meio ambiente.
As ações podem parecer pequenas ou simples demais, porém quando são honestas e demonstram a transparência da empresa trazem um super retorno para a imagem.
Marketing colaborativo: com tantas opções e recursos para comprar produtos, é natural que o cliente sinta-se no direito de moldar ou personalizar o item que deseja. Entre todos os tópicos abordados acima, é importante lembrar que uma forte marca de moda é aquela que dá liberdade para o seu consumidor se sentir único. A Gucci, por exemplo, desenvolveu o projeto Artisan Corner em algumas lojas e trouxe os artesãos italianos de sua sede para fazer bolsas customizadas. Desta forma, os clientes entendem mais do processo artesanal tão intrínseco à grife, o valor de uma peça e ainda saem felizes por ter uma bolsa com suas iniciais. Nas mídias sociais, outros sites além do Facebook e Twitter, conhecidos como “fashion social networks” (Polyvore, Chictopia e Lookbook, só pra citar algumas) permitem ao usuário montar looks usando roupas de diversas marcas, avaliarem o que outros internautas estão fazendo e ainda comprarem as peças.
Colaborações não diretamente feitas com o cliente, mas que agregam valor ao produto também são mais que benvindas. De Karl Lagerfeld, Stella McCartney, Comme des Garçons e Jimmy Choo, entre outros, para a H&M, passando por Kate Moss para Topshop e Longchamps, The Selby criando o “The journey of a wardrobe” para Louis Vuitton, Madonna com linha de óculos para Dolce & Gabbana e as lingeries de Natalia Vodianova para a francesa Etam, este tipo de ação demonstra versatilidade, inovação e contemporaneidade.
E a sua empresa, já trabalha algumas dessas estratégias? Ela está pronta para a nova década?
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Como Trabalhar as Tendências do Inverno 2011 – por Mirela Lacerda
março 18, 2010 by Mirela Lacerda
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Mais uma temporada de desfiles passou e além das tendências das passarelas o que marcou também foi a triste morte de Alexander McQueen, no dia 11 de fevereiro, durante a NYFW, e as discussões sobre as novas fronteiras da tecnologia, que estão obrigando a indústria a repensar o calendário. A seguir, estão as direções comportamentais e de consumo que devem ser relevantes durante este ano. A filtragem dos temas fica para as próximas colunas, por enquanto fiquem com as reflexões sobre…
Prada e Louis Vuitton
- O foco na mulher adulta: a moda é feita para as jovens, porém as grandes consumidoras, sobretudo das grifes de luxo são as mulheres adultas, com poder aquisitivo e corpos “reais”. Irônico, não? Pensando nisso é mais fácil compreender as intenções da Prada, da Louis Vuitton e de outras marcas que trouxeram modelos acima dos 25 anos para os seus desfiles. Pegando carona nos anos 50 (quando a moda ainda era voltada para adultas e não adolescentes), as curvas femininas voltaram a ser exaltadas numa tentativa da consumidora se identificar com as roupas “possíveis”. Será um bom momento para empresas cujo público não seja tão jovem.
Céline e Stella McCartney
-Menos é mais: a regra diz que 20 anos depois a moda volta (nos anos 90 voltamos aos 70 e nos 2000, aos 80), então nada mais esperado que a ressurreição do minimalismo da década retrasada. Naquela época, o estilo foi uma resposta não só aos excessos dos 80 mas também a um período de crise econômica. Coincidência, não? Prepare-se para um guarda-roupa mais enxuto, peças mais limpas e, principalmente, duráveis e intercambiáveis. É claro que Phoebe Philo na Céline foi o pontapé do processo e nesta estação teve a boa companhia de Stella McCartney.
No site da Chanel é possível ver o desfile de outono/inverno 2010-11
- Revolução tecnológica: na primavera/verão 2010, Alexander McQueen foi a primeira grande marca a transmitir seu desfile ao vivo pela internet. Agora, da Burberrry (com óculos 3D) à Louis Vuitton pelo Facebook, a prática parece ter se tornado padrão. Aí entra a questão: por que o calendário internacional mostra desfiles com tanta antecedência se os consumidores (que antes não tinham acesso) podem acompanhar tudo em tempo real? Vários estilistas, Donna Karan entre eles, já levantaram a discussão sobre a falta de sincronia do que está nas lojas e as estações climáticas, alertando que o consumo é, no fim das contas, imediatista. Uma coisa dá pra ter certeza: a interatividade entre marca e cliente na internet é a grande ferramenta a ser (bem) explorada neste momento.
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